A ASUS finalmente entrou no mercado de placas de vídeo profissionais com o lançamento do UGen Arc Pro B70, baseada na GPU Intel Big Battlemage BMG G31. É a primeira placa Arc moderna da ASUS após ficar de fora das duas gerações anteriores, e ela mira diretamente em workstations e cargas de trabalho de IA local.

Especificações

A placa combina 32GB de GDDR6 com 32 núcleos Xe, 256 motores XMX de IA e até 367 TOPS de desempenho INT8. O consumo máximo de placa (TBP) é de 310W, e o design é de dois slots com ventilação estilo blower, que permite o uso em sistemas com múltiplas GPUs sem interferência térmica entre elas.

Suporte a múltiplas GPUs

Um dos destaques é o suporte a até quatro placas simultâneas, com 128GB de VRAM combinada. Isso é relevante para cargas de trabalho de inferência de modelos de IA locais, onde a quantidade de memória disponível é o fator limitante mais comum. Com 128GB de VRAM, um workstation pode rodar modelos de mais de 100 bilhões de parâmetros em precisão completa, algo que exigiria clusters de servidores em outras configurações.

Por que a ASUS demorou

A ausência da ASUS nas gerações anteriores de Arc Pro é explicada pelo foco da empresa em placas de vídeo de consumo e pela incerteza sobre o sucesso do programa Arc Pro da Intel. A chegada da BMG G31 com 32GB de VRAM mudou a equação: pela primeira vez, uma placa Arc Pro tem memória suficiente para ser relevante em aplicações profissionais de IA.

Comparação com concorrentes

Em termos de VRAM, o Arc Pro B70 compete diretamente com placas NVIDIA Quadro e AMD Radeon Pro de faixa média. A vantagem da ASUS é o preço — placas Intel Pro historicamente custam menos que equivalentes NVIDIA com a mesma quantidade de memória. O trade-off é a maturidade do software: o ecossistema de drivers e ferramentas da Intel ainda está atrás do CUDA da NVIDIA em várias aplicações profissionais.

Conclusão

O lançamento do UGen Arc Pro B70 é um sinal de que a ASUS acredita no potencial do programa Arc Pro da Intel para workstations. Para quem precisa de VRAM abundante sem pagar o preço de uma NVIDIA RTX 6000, a placa da ASUS é uma opção concreta. Para quem depende de CUDA em software profissional, ainda é cedo. Mas a tendência é clara: o mercado de workstations está ficando mais competitivo, e isso beneficia os compradores.

Fontes e referências

Eric
Eric

Editor responsável pela Gbyte News.

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